Alma em Punhohttp://www.almaempunho.comArtigos de Alma em PunhoTue, 06 Jan 2009 06:19:37 +0000Yoomp.compt-brAndrea Doriahttp://feeds.yoomp.com/708/166987/andreadoriaThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/166987/andreadoria

"Às vezes parecia que de tanto acreditar em tudo o que achávamos tão certo, teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais, faríamos floresta do deserto e diamantes de pedaços de vidro. Mas percebo agora que o teu sorriso vem diferente, quase parecendo te ferir. Não queria te ver assim, quero a tua força como era antes. O que tens é só teu e de nada vale fugir e não sentir mais nada. (…)"

É o que tenho dito já há algum tempo, essa coisa da ilusão que machuca. Que magôa, que destrói. A gente abraça o mundo e de repente descobre que não está abraçando nada além daquilo que nunca foi real. Esse mundo que antes estava em nosso poder, bem perto do coração, desaparece como se resumido a um punhado de cinzas que alguém lançou ao vento. Quem, não importa. O fato é que não se pode abraçar as cinzas, a não ser que você esteja queimando. E sorrir nesse momento é algo tão falso que chega a machucar, ofendendo a nossa própria inteligência, que então nos serve como uma espécie de beijo, aquele tipo de beijo que tira a princesa de seu sono encantado, com uma diferença notável: nada aqui é fantasia. Você acorda para o real e se enxerga como um ser tão fraco que prefere dar as costas para tudo o que criou até então, porque já não consegue diferenciar o que realmente faz parte da sua vida e o que nunca fez.

"(…) Às vezes parecia que era só improvisar e o mundo então seria um livro aberto - até chegar o dia em que tentamos ter demais, vendendo fácil o que não tinha preço. Eu sei é tudo sem sentido… Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu disse contra mim. Nada mais vai me ferir, é que eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei. Tenho o que ficou e tenho sorte até demais, como sei que tens também."

Mas a vida é isso aí, um jogo de sorte onde colocamos freqüentemente em risco a nossa sanidade. Não há segredos quando se faz uso da coragem, a gente arrisca e segue cambaleando ou não. A firmeza de cada passo sempre dependerá do quanto estamos dispostos a apostar nesse jogo que agora deixa a sorte de lado e se torna um jogo de azar. É nessa hora, exatamente nesse instante quase imperceptível, que tudo o que você fez e falou passa a te amedrontar. O que fazer, então?! Absolutamente nada além de aceitar a pessoa em quem você se transformou e o caminho que esse alguém optou por trilhar. Voltar atrás te faria cometer os mesmos erros, não se deixe enganar novamente pela tal da ilusão, porque isso não deixaria de acontecer. A única coisa real na ilusão é sua existência. Porém, ela não é o fim. Ela é, pelo contrário, o início de tudo. É quando você a descobre que tem a chance de viver de verdade e percebe que jamais será bom sentir-se infeliz, mas sempre é maravilhoso tê-lo sido.


Andrea Doria - Legião Urbana

Nota: O SS Andrea Doria foi um navio transatlântico italiano lançado ao mar em 1951. Foi assim batizado em homenagem ao almirante genovês Andrea Doria. Em 26 de julho de 1956, quando navegava rumo a New York, ao largo de Nantucket (Massachusetts - EUA), colidiu com o Stockholm, um navio de bandeira sueco-americana, vindo a naufragar. Transportando cerca de 1.200 passageiros e 500 tripulantes, foram resgatadas 1.660 pessoas. Cerca de 50 pessoas perderam a vida no desastre. Perderam-se ainda algumas obras de arte italianas.

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Escrevendo no escurohttp://feeds.yoomp.com/708/159882/escrevendonoescuroThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/159882/escrevendonoescuroNão costumo fazer isso, mas estou escrevendo no escuro. A única luz aqui é a de um abajur sem cúpula que encontrei no meio daquela minha bagunça organizada e repleta de coisas que não me servem mais, mas que fariam falta se delas eu me desfizesse. Por que insisto em sentir falta do que não cabe mais na minha vida, eu não sei. A lâmpada principal decidiu não funcionar mais no meu quarto, sem motivo aparente, já que funciona em todos os outros cômodos da casa. Talvez o problema não seja a lâmpada, mas sim o lugar onde me encontro agora.

As sombras que surgem a partir da luz fraca me assustam, são formas estranhas que criam uma atmosfera sombria, isso me dá arrepios. Me encolho feito uma criança sozinha com medo do escuro, medo esse que não tive antes, sequer na infância eu o tinha. Nesse momento, porém, a solidão negra me toma de tal modo que nem todos os abraços possíveis me acolheriam. E nada do que é possível agora conseguiria afugentar essa sensação de vazio que quase me preenche.

Mas não tem nada a ver com essas formas estranhas que enfeitam as paredes me cercando. Eu poderia resolver tudo isso fechando meus olhos e permanecendo assim até que a luz surgisse por si só, naturalmente, como sempre foi desde o início dos tempos. Eu poderia, mas não quero. Chega de falsas soluções, de falsas esperanças, de falsos planos. Chega de tudo que é falso, eu prefiro manter meus olhos abertos e enxergar a escuridão. O que me conforta agora é saber que sou capaz de escrever no escuro.

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Se tu fossi quihttp://feeds.yoomp.com/708/157648/setufossiquiThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/157648/setufossiqui[ O texto publicado no post anterior, agora traduzido para o Italiano. ]

Se tu fossi qui ora
anche solo per mezz'ora
avrebbe senso tutto il mio pensare
se in questo momento mi stessi guardando
potrei vedere al di là dei miei occhi
e si rifletterebbe fino a dove i tuoi possono arrivare.
Se stessi ascoltando la mia voce
mi daresti l'attenzione di un allievo
E se io stessi guadagnando importanza
sarei io la persona più felice.
Ah, se potessi comprendere
che ciò che sento è troppo puro
e nobile e semplice
come la complicità del dare senza ricevere
solo per la soddisfazione di donare
del sostenere e comprendere.
Se tu fossi qui ora
potrei esprimermi in un altro modo
forse un gesto, chissà
senza nessuno da analizzare
solo per dimostrare
ma non ho idea di dove tu sia
di cosa fai, o con chi
non so neanche se sei con qualcuno
Però c'è qualcosa che non posso negare
Ti invento a modo mio e il mondo lo ignora
poi così ti immagino perfetto
e riesco a sentire che sei qui ora.

PS: Luca, mio caro, grazie mille di esistere!

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Novo bloghttp://feeds.yoomp.com/708/131400/novoblogThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/131400/novoblogAgora, além de aqui no Alma em Punho, vocês podem me encontrar em um novo blog pessoal. A intenção é falar sobre assuntos variados, nada muito pretensioso ou específico - ou seja, pura terapia.

Visitem: http://blog.betadefelippe.com

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Se você estivesse aquihttp://feeds.yoomp.com/708/128486/sevocestivesseaquiThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/128486/sevocestivesseaqui[Sabem aqueles poeminhas que a gente escreve na adolescência?
Ah, pois é. Eis um dos meus.]

Se você estivesse aqui agora
Nem que fosse por meia hora
Seria válido todo o meu pensar.
Se estivesse, nesse momento, olhando para mim
Poderia enxergar além dos meus olhos
E estaria refletido até onde os teus alcançassem.
Se estivesse ouvindo minha voz
Daria-me a atenção de um aprendiz
E, se eu estivesse conquistando importância
Seria eu a pessoa mais feliz.
Ah, se você pudesse compreender
Que o que sinto é tão puro
E nobre e tão simples
Como a cumplicidade do dar sem receber
Apenas pela satisfação do doar
De apoiar e de compreender.
Se você estivesse aqui agora
Eu poderia me expressar de outra forma
Talvez um gesto, quem sabe
Sem ninguém pra analisar
Apenas pelo demonstrar.
Mas nem imagino onde você está
O que faz, ou com quem
Nem mesmo sei se está com alguém
Porém, há algo que não posso negar:
Te faço do meu jeito
Te crio pra mim e o mundo ignora
Pois assim te imagino perfeito
Podendo sentir que está aqui agora.

[ E para enfeitar o momento: Depeche Mode.]

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Eu, um pássarohttp://feeds.yoomp.com/708/117347/euumpssaroThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/117347/euumpssaroAcordo diariamente ouvindo o cantar dos pássaros empoleirados nas árvores que rodeiam minha casa, salvo os dias de chuva. Não acordo necessariamente de manhã, pelo contrário, geralmente é madrugada ainda quando abro a janela e tento, sem sucesso, observá-los em meio à escuridão. E aquilo me parece uma sinfonia que homenageia o nascer do sol - é muito agradável.

Temos o costume de alimentar os pássaros e eles praticamente já se tornaram parte da família. Minha mãe sempre deixa um pote com arroz e outro com água no quintal e os reabastece ao longo do dia porque, se não fizer isso, eles voam direto para dentro da cozinha sem o menor receio e se alimentam do que na verdade é a comida da cadela. Em razão disso, mantemos a porta quase sempre fechada, já que minha avó tem medo de qualquer coisa que voe e é capaz de ter um ataque cardíaco se um pássaro sobrevoar sua cabeça enquanto ela prepara seu café.

Somos três mulheres (quatro, se contarmos a cadela) vivendo em uma das poucas casas que ainda restam em São Paulo. Para ser sincera, a única coisa que me faz lembrar que moro nessa selva de pedra é o barulho absurdo do Aeroporto de Congonhas, que fica a poucos metros dessa mesma janela de onde não consigo enxergar os pássaros cantantes nas primeiras horas do dia. E assim é, o canto dos pássaros misturado ao som das turbinas dos aviões que pousam em e decolam de Congonhas. Durante anos achei essa combinação muito estranha, hoje o costume me conforta.

Por que estou escrevendo sobre isso? Porque ultimamente é assim que venho me sentindo: um pássaro que a grande maioria ignorante pensa poder bater asas e voar para longe mas que, na realidade, sabe que longe daqui não sobreviveria por muito tempo, porque é aqui onde está sua segurança. Sim, sabe, mas… Não sendo eu dona de todo o saber, posso estar errada. E essa dúvida é que me faz abrir a janela todos os dias e prestar atenção ao cantar dos pássaros, enquanto me indago: seria eu capaz de cantar assim longe daqui?

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Papinhos que me fazem sorrirhttp://feeds.yoomp.com/708/111377/papinhosquemefazemsorrirThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/111377/papinhosquemefazemsorrir- Eu vou te beijar em quatro lugares, escolha-os.
- Não, você os escolhe.
- Tá bom. Na testa, na boca, no umbigo e…
- O quarto pode vir com algo extra?

***

- Vamos ter cães e gatinhos.
- Ok, mas só se tivermos um jardim bem grande.
- E se escolhermos uma casa na cidade, sem jardim?
- Então teremos filhos.

***

- Quero fazer amor com você agora.
- Quero fazer amor com você por horas.
- Quero fazer amor com você por anos.
- Quero fazer amor com você pelo resto da minha vida.
- É, você venceu.
- Me dê o prêmio.

***

- Tenho medo.
- Eu te protejo.
- Mas você não pode me proteger de tudo.
- Ah, é verdade… Se eu não conseguir, fugimos juntos.

***

- Te odeio!
- Mentira, você me ama.
- Saco… Não consigo mentir para você.
- Huh? Acabou de mentir.

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Se a carapuça servir?http://feeds.yoomp.com/708/109631/seacarapuaservirThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/109631/seacarapuaservirPessoas são descartáveis, isso é fato. E não faça essa carinha de nojo expondo sua hipocrisia, porque não estou dizendo nenhum absurdo. Quando você precisa de alguém (seja para ouvir um desabafo seu, seja para emprestar aquele livro ou te aconselhar sobre os passos futuros) essa pessoa ganha uma importância tão grande quanto a indiferença com a qual você irá agir quando ela não lhe for mais útil. Você não é anormal e nem está sozinho(a), a maioria das pessoas é exatamente assim, não precisa disfarçar a sua vergonha, mesmo ela tendo um porquê.

Eu gosto de gente inteligente e não tenho a menor paciência com tapados, deixo isso bem claro, mas também não ignoro os menos favorecidos intelectualmente, até porque a mania que essa gente tem de achar que é esperta me serve como fonte perfeita de divertimento. Oras, não confunda arrogância com sinceridade, por favor. O que me irrita é quando um desses seres se dá o direito de parecer mais do que é ou, pior ainda, quer ser mais do que alguém que lhe é obviamente superior. Em momentos assim, a pessoa pensa camuflar sua inferioridade com atitudes banais que, na verdade, só deixam ainda mais nítido seu caráter pobre.

Então, que ninguém subestime a minha inteligência, porque ela existe e não é pouca. Eu sei bem quando alguém se aproxima de mim por uma razão específica, sei quando a minha presença é ameaçadora e sei que poucas pessoas têm coragem suficiente para enfrentar sua insegurança perante a mim, mas não me culpe por isso. Eu até aceito o fato de alguém se afastar por receio da minha personalidade, por exemplo, mas não admito que tal pessoa me procure em um momento seguinte porque lhe é conveniente. Portanto, se você desperdiçou a chance de ter por perto alguém como eu, conforme-se com isso e não tente remediar. Será em vão.

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Se a carapuça servir?http://feeds.yoomp.com/708/111416/seacarapuaservirThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/111416/seacarapuaservirPessoas são descartáveis, isso é fato. E não faça essa carinha de nojo expondo sua hipocrisia, porque não estou dizendo nenhum absurdo. Quando você precisa de alguém (seja para ouvir um desabafo seu, seja para emprestar aquele livro ou te aconselhar sobre os passos futuros) essa pessoa ganha uma importância tão grande quanto a indiferença com a qual você irá agir quando ela não lhe for mais útil. Você não é anormal e nem está sozinho(a), a maioria das pessoas é exatamente assim, não precisa disfarçar a sua vergonha, mesmo ela tendo um porquê.

Eu gosto de gente inteligente e não tenho a menor paciência com tapados, deixo isso bem claro, mas também não ignoro os menos favorecidos intelectualmente, até porque a mania que essa gente tem de achar que é esperta me serve como fonte perfeita de divertimento. Oras, não confunda arrogância com sinceridade, por favor. O que me irrita é quando um desses seres se dá o direito de parecer mais do que é ou, pior ainda, quer ser mais do que alguém que lhe é obviamente superior. Em momentos assim, a pessoa pensa camuflar sua inferioridade com atitudes banais que, na verdade, só deixam ainda mais nítido seu caráter pobre.

Então, que ninguém subestime a minha inteligência, porque ela existe e não é pouca. Eu sei bem quando alguém se aproxima de mim por uma razão específica, sei quando a minha presença é ameaçadora e sei que poucas pessoas têm coragem suficiente para enfrentar sua insegurança perante a mim, mas não me culpe por isso. Eu até aceito o fato de alguém se afastar por receio da minha personalidade, por exemplo, mas não admito que tal pessoa me procure em um momento seguinte porque lhe é conveniente. Portanto, se você desperdiçou a chance de ter por perto alguém como eu, conforme-se com isso e não tente remediar. Será em vão.

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Escreva Roberta, escreva?http://feeds.yoomp.com/708/101320/escrevarobertaescrevaThu, 01 Jan 1970 00:33:28 +0000http://feeds.yoomp.com/708/101320/escrevarobertaescrevaEu tenho essa mania incômoda de fantasiar sem limites e isso me ajuda a encarar a realidade sempre que ela me desagrada, mas nem por isso fantasiar deixa de me ser incômodo. O engraçado é que, ainda assim, mantenho sempre meus pés no chão. A cabeça vai longe, longe… Ela parece desprender-se do resto do meu corpo, mas os pés continuam firmes no chão. Então, quando a puxo de volta, volto também ao lugar comum de sempre - suspiro. Às vezes eu choro, me revolto durante alguns poucos minutos de pranto e depois dou de ombros. Fazer o quê?!

Me perco nessas contradições óbvias, oh… E sou inconstante, reclamo da (falta de) atitude alheia quando, na verdade, sou eu quem desiste de agir. Simples, desisto e pronto. O que era meu maior sonho há meio minuto torna-se algo tão insignificante que passo a acreditar na minha própria falta de lucidez - que não chega a ser loucura, mas me faz escura. Nesse momento tudo perde o sentido e nada mais tem a importância de antes, a não ser minha capacidade de fantasiar.

Só que eu não aprendo! Ah, eu não aprendo… Vai passar e depois irá começar tudo novamente. O ciclo não se fecha, ou se fecha, sei lá, para em seguida recomeçar do mesmo ponto em que se encerrou. Me sinto tonta, até. Tento me apoiar em algo, o que quer que seja, qualquer coisa que me dê segurança, sem muito sucesso. Aliás, sem nenhum sucesso. E tudo gira, gira…

Quando as coisas parecem se firmar, vem o medo da decepção. Não da minha, essa já é velha companheira. As nossas fantasias não deveriam afetar os outros, huh? Mas infelizmente não sou eu quem dita as regras e, se fosse, aí sim tudo estaria perdido. É que ainda não consegui me encontrar.

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